Quarta-feira, Dezembro 12, 2018
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A MINHA REFLEXÃO SOBRE OS SIMAR

Fala-se muito nos últimos tempos sobre os SIMAR. Nas reuniões de Câmara, nas Assembleias Municipais e de Freguesia, nas redes sociais, isto para não falarmos do Mosteiro São Dinis ou São Bernardo ou até mesmo da Quinta do Espirito Santo, sobre a qual continuamos sem saber que futuro lhe reserva a CMO. Apenas sabemos que muitos milhões vão ser gastos.

Voltando aos SIMAR. Têm aparecido alguns actores, que na verdade nunca saíram de cena, nem nunca contribuíram para a resolução de fundo dos antigos SMAS, agora SIMAR.
Há muito que venho a defender linhas orientadoras politicas gerais e transversais aos responsáveis políticos e suas ideologias politicas, que verdadeiramente e seriamente defendam os Munícipes tanto de Odivelas, como os de Loures.
Isso sim é fazer política séria, sem tabus e que vá ao encontro de todos e todas que nos elegeram. As politiquices e mesquinhes de alguns políticos locais que nada sabem fazer, além de falar mal sem sequer apresentar uma alternativa politica.

Se o comum do cidadão ou cidadã de Odivelas – não incluindo os que normalmente são arregimentados para assistir as Assembleias Municipais de Odivelas – observassem a pobreza de discurso de alguns actores políticos, tenho a certeza que não voltariam a eleger esta gente que não acrescenta valor aos órgãos para os quais foram eleitos, nem para as necessidades dos munícipes que neles confiaram.

Não sou e não serei a favor de qualquer privatização. Os SIMAR têm que ser um serviço público a bem das populações de Loures e Odivelas.
No Passado, o PS e PSD tentaram a sua privatização sem sucesso.

SITUAÇÕES QUE CARECEM DE RESOLUÇÃO NOS SIMAR
• As autarquias devem investir em meios materiais para fazer face a dimensão dos dois territórios e ao aumento da população que se tem verificado ao longo dos anos.
• Aumentar os recursos humanos! Ao longo dos anos, a população aumentou e o número de trabalhadores operacionais, para a execução do trabalho de recolha dos diversos tipos de resíduos, diminuiu de 308 em 2015 para 292 em 2017 e agora para os atuais 271. No período de 2011 a 2013 o número total de trabalhadores dos então SMAS baixou de 1031 para 972 na gestão PS. Em 2017, e de acordo com o Relatório de gestão, os SIMAR contavam com 950 trabalhadores – menos 22 na gestão CDU, o que perfaz uma diminuição total de 81 trabalhadores desde 2011.
www.cm-odivelas.pt/anexos/areas_intervencao/pdm/1_3_3_2/4.2.5%20-%20Estrutura%20S%C3%B3cio-Demogr%C3%A1fica.pdf
www.cm-loures.pt/media/provisorio/pdf/censos2011.pdf
• Repensar a forma de gestão dos SIMAR. Padece de uma liderança eficaz, capaz de resolver o problema das populações e ir ao encontro dos anseios dos trabalhadores.
• Limpeza da via pública. Há década e meia que as ruas do conselho de Odivelas não são limpas a não ser pela chuva.
• Recolha de resíduos. Ainda sou do tempo que este serviço era feito a partir das 22h para não causar transtornos na via publica e não provocasse filas no trânsito. É importante reforçar a recolha de resíduos com um aumento de meios humanos e materiais.
• Recolha de monos. Torna-se urgente informar as populações dos locais e dias de recolha de modo eficiente. É igualmente importante esclarecer a onde devem ser depositados. As câmaras têm que fazer mais e melhor fiscalização, essa é uma competência das autarquias.
• Motivação dos trabalhadores! A gestão dos SIMAR tem o dever e a obrigação de reconhecer o trabalho daqueles que dia a dia dão o seu melhor pelos SIMAR. Há muito que os trabalhadores esperam por melhores condições salariais e de trabalho, não podendo a gestão continuar a desprezar os trabalhadores. Os trabalhadores não podem servir de bola de arremesso politico devido à incompetência e/ou incapacidade politica de resolução dos problemas.
• Contratar trabalhadores operacionais em número suficiente para fazer face à falta de trabalhadores existentes no serviço e criar as condições necessárias para que a higiene urbana seja uma realidade no território de Loures e Odivelas.

BREVES CONCLUSÕES
Os problemas existentes são claros e objectivos não se compadecem com retoricas políticas daqueles que estão a defender a sua dama. Perante um quadro de inoperância da gestão, o caminho mais fácil para quem gere seria criticar as capacidades dos seus trabalhadores. Em meu entender, uma outra realidade que implica a rápida resolução dos problemas que em caso algum não pode passar pelo ataque ao serviço público do SIMAR.
Também reconheço que existem insuficiências e limitações que devemos assinalar e que devem ser rapidamente tratadas.
Os executivos das Câmaras Municipais, juntas de freguesia e gestão dos SIMAR não podem deixar a situação chegar ao limite por irresponsabilidade, tornando-a de saúde pública, o que não abona em nada a favor das populações.
A melhor forma de resolução passa pela conjugação da acção entre os SIMAR, as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia.

O eleito do BE na Junta de Freguesia de Odivelas
Paulo Gonçalves


Paulo Gonçalves | paulo.goncalves.odivelas@gmail.com

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